Determinações do Secretário de Estado Sobre as Atrocidades em Xinjiang – Traduções https://2017-2021-translations.state.gov Tue, 19 Jan 2021 19:39:23 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.2 https://2017-2021-translations.state.gov/wp-content/uploads/sites/2/2020/08/cropped-dos-seal-1-32x32.png Determinações do Secretário de Estado Sobre as Atrocidades em Xinjiang – Traduções https://2017-2021-translations.state.gov 32 32 Determinações do Secretário de Estado Sobre as Atrocidades em Xinjiang https://2017-2021-translations.state.gov/2021/01/19/determinacoes-do-secretario-de-estado-sobre-as-atrocidades-em-xinjiang/ https://2017-2021-translations.state.gov/2021/01/19/determinacoes-do-secretario-de-estado-sobre-as-atrocidades-em-xinjiang/#respond Tue, 19 Jan 2021 19:39:22 +0000 https://2017-2021-translations.state.gov/?p=55453 Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete da Porta-Voz
Para Divulgação Imediata
Declaração do Secretário Michael R. Pompeo
19 de Janeiro de 2021

 

Os Estados Unidos da América lideram o mundo em responsabilizar os perpetradores dos abusos mais hediondos de direitos humanos. Dos Julgamentos de Nuremberg à criação da Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio em 1948, passando pela declaração de genocídio recente do ISIS contra os yazidis, os cristãos e outras minorias religiosas no Iraque e na Síria, os americanos deram voz àqueles que foram silenciados pelo mal e estão ao lado dos sobreviventes que clamam pela verdade, o estado de direito e a justiça. Não o fazemos porque somos obrigados a agir por qualquer tribunal internacional, órgão multilateral ou preocupação política interna. Fazemos isso porque é o certo.

Nos últimos quatro anos, este governo expôs a natureza do Partido Comunista Chinês e o chamou do que é: um regime marxista-leninista que impõe o poder sobre o sofrido povo chinês através de lavagem cerebral e força bruta. Prestamos atenção especial ao tratamento dado pelo PCCh ao povo uigur, um grupo de minoria muçulmana que vive principalmente na região autônoma uigur de Xinjiang, no oeste da China. Embora o PCCh sempre tenha demonstrado uma profunda hostilidade a todas as pessoas de fé, temos observado com alarme crescente o tratamento cada vez mais repressivo do partido aos uigures e outros grupos étnicos e religiosos minoritários.

Nossa documentação minuciosa das ações da RPC em Xinjiang confirma que, pelo menos desde março de 2017, as autoridades locais aumentaram dramaticamente uma campanha de repressão que já dura décadas contra os muçulmanos uigures e membros de outros grupos étnicos e religiosos minoritários, incluindo cazaques e quirguizes étnicos. Suas políticas, práticas e abusos moralmente repugnantes e generalizados são elaborados de maneira sistemática para discriminar e vigiar uigures étnicos como um grupo demográfico e étnico único, restringir sua liberdade de viajar, emigrar e frequentar escolas, além de negar outros direitos humanos básicos de reunião, discurso e adoração. As autoridades da RPC efetuaram esterilizações e abortos forçados em mulheres uigures, as coagiram a casar com não uigures e separaram as crianças uigures de suas famílias.

Os apparatchiks do partido negaram aos observadores internacionais o acesso irrestrito a Xinjiang e denunciaram relatórios confiáveis sobre a piora da situação no local enquanto espalhavam histórias fantasiosas de uigures felizes participando de projetos educacionais, de combate ao terrorismo, de empoderamento das mulheres e de redução da pobreza. Enquanto isso, eles estão alienando seu próprio povo com mensagens muito mais sombrias que retratam os uigures como “tumores malignos”, comparando a fé deles a uma “praga transmissível” e incentivando os fiéis do Partido Comunista Chinês a darem um golpe esmagador, dizendo a eles que “você não pode arrancar as ervas daninhas escondidas entre as colheitas no campo, uma a uma; você precisa pulverizar produtos químicos para matar todas elas.”

Desde que as forças aliadas expuseram os horrores dos campos de concentração nazistas, o refrão “Nunca mais” se tornou o grito de guerra do mundo civilizado contra esses horrores. Só porque uma atrocidade é perpetrada de maneira diferente da que observamos no passado, não deixa de ser uma atrocidade. Hoje, portanto, faço as seguintes determinações:

  1. Após um exame cuidadoso dos fatos disponíveis, determinei que, desde pelo menos março de 2017, a República Popular da China (RPC), sob a direção e controle do Partido Comunista Chinês (PCCh), cometeu crimes contra a humanidade ao atacar os uigures predominantemente muçulmanos e outros membros de grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang. Esses crimes estão em andamento e incluem: prisão arbitrária ou outras privações graves de liberdade física de mais de 1 milhão de civis, esterilização forçada, tortura de um grande número de detidos arbitrariamente, trabalho forçado e imposição de restrições draconianas à liberdade de religião ou crença, à liberdade de expressão liberdade de movimento. Os Tribunais de Nuremberg, no fim da Segunda Guerra Mundial, processaram os perpetradores por crimes contra a humanidade, mesmos crimes cometidos em Xinjiang.
  2. Além disso, após um exame cuidadoso dos fatos disponíveis, determinei que a RPC, sob a direção e controle do PCCh, cometeu genocídio contra os uigures predominantemente muçulmanos e outros grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang. Acredito que esse genocídio esteja em andamento e que estamos testemunhando a tentativa sistemática de destruição dos uigures pelo partido-estado chinês. As autoridades governantes do segundo país mais poderoso econômica, militar e politicamente do planeta deixaram claro que estão engajadas na assimilação forçada e eventual eliminação de um grupo minoritário étnico e religioso vulnerável, embora ao mesmo tempo afirmem que seu país é um líder global e tentem remodelar o sistema internacional à sua imagem.

Os Estados Unidos querem que a RPC liberte imediatamente todas as pessoas detidas arbitrariamente e acabe com seu sistema de internação, campos de detenção, prisão domiciliar e trabalho forçado; pare com as medidas coercitivas de controle da população, incluindo esterilizações e aborto forçados, controle de natalidade forçado e a remoção de crianças de suas famílias; acabe com toda tortura e abuso em locais de detenção; pare com a perseguição aos uigures e outros membros de grupos religiosos e étnicos minoritários em Xinjiang e em outras partes da China, e dê aos uigures e outras minorias perseguidas a liberdade de viajar e emigrar.

Também conclamamos todos os órgãos multilaterais e jurídicos relevantes a se unirem aos Estados Unidos em nossos esforços para promover a responsabilização dos culpados por essas atrocidades. Eu instruí o Departamento de Estado dos EUA a continuar a investigar e coletar informações relevantes sobre as atrocidades em curso em Xinjiang, e a disponibilizar essas evidências para as autoridades competentes e a comunidade internacional na medida permitida por lei. Os Estados Unidos, por sua vez, se manifestaram e agiram, implementando uma série de sanções contra os principais líderes do PCCh e empresas estatais que financiam a repressão em Xinjiang.

Os Estados Unidos trabalham exaustivamente para trazer à luz o que o Partido Comunista e o secretário-geral Xi Jinping desejam manter escondido através de ofuscação, propaganda e coerção. As atrocidades de Pequim em Xinjiang representam uma afronta extrema aos uigures, ao povo da China e aos povos civilizados de todo o mundo. Não vamos ficar em silêncio. Se o Partido Comunista Chinês tiver permissão para cometer genocídio e crimes contra a humanidade contra seu próprio povo, imagine o que será capaz de fazer com o mundo livre em um futuro não tão distante.

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